Saúde Mental: FAI UFSCar reforça a importância do “ouvir” no Setembro Amarelo

QUARTA-FEIRA, 30 DE SETEMBRO DE 2026
Saúde Mental: FAI UFSCar reforça a importância do “ouvir” no Setembro Amarelo

Foto: Daiany Zago


O Setembro Amarelo é uma campanha internacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e a valorização da vida. Neste ano, o lema da campanha nacional foi “Escutar é estar presente”. Segundo o Centro de Valorização da Vida (CVV), cerca de 15.000 casos de suicídio são registrados por ano no Brasil, uma média de 42 registros por dia.  

 

Como parte da campanha, a Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI UFSCar) realizou, durante o mês de setembro, ações voltadas à informação e orientação de seus colaboradores. 

 

Com o tema, “O cuidado começa quando a gente escuta e acolhe”, a FAI trabalhou a importância de que o simples gesto de ouvir pode fazer toda a diferença. Destacou que em caso de sofrimento emocional, a pessoa pode conversar com um amigo ou uma liderança do trabalho. Outro caminho é buscar ajuda profissional, com psicólogos, em casos mais graves, é importante ter acompanhamento psiquiátrico. 

 

Uma das atividades uniu saúde mental e exercícios físicos, com a realização de uma oficina de Tai Chi Chuan, “Práticas Corporais Meditativas”, feita em parceria com o SESC São Carlos. A atividade aconteceu no Núcleo de Formação de Professores da UFSCar com o instrutor, Rafael Tonani. 

 

Para encerrar as ações do Setembro Amarelo, a FAI promoveu a palestra “Primeiros Socorros em Saúde Mental” com Adriana Bonanho, especialista em Pronto Socorro Psicológico pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. 

 

O principal foco foi como reconhecer situações, em que colegas de trabalho estejam passando por sofrimento psíquico, e a forma adequada de agir e acolhê-los. 

 

“Dados recentes apontam que as pessoas levam de 3 a 10 anos para chegar em um tratamento.  A ação feita aqui tem como objetivo reduzir esse tempo que a pessoa leva para chegar a uma ajuda especializada” - explica a palestrante Adriana Bonanho.  

 

Para a colaboradora do setor de Projetos da FAI, Adriana Sestari, esse tipo de palestra é importante porque nos ajuda a olhar para a saúde mental com mais atenção e empatia.  

 

“Nem sempre sabemos identificar quando alguém está passando por um momento de sofrimento ou como agir nessa situação. Ter conhecimento sobre primeiros socorros em saúde mental nos dá mais segurança para acolher, ouvir sem julgamentos e, principalmente, entender quando é necessário buscar ajuda profissional” - afirma Sestari.

 

Texto: Fábio Donadone