Com o objetivo de orientar sobre a importância da detecção precoce do câncer de próstata, procurando quebrar tabus e promover hábitos de vida mais saudáveis, a FAI UFSCar realizou várias atividades durante o Novembro Azul.
A abertura da campanha foi realizada com um minidocumentário, produzido pela Comunicação da Fundação, a partir do relato do Gerente de Engenharia, Jorge Santilli, que recebeu o diagnóstico de câncer de próstata. No vídeo, Santilli ressalta que a detecção precoce foi essencial para o sucesso do tratamento e sua recuperação.
A FAI UFSCar também promoveu uma manhã de Treinamento Corretivo Postural (TCP), prática criada pela professora da UFSCar, Ana Claudia Duarte. Dentre os benefícios do TCP estão a melhora do sistema cardiorrespiratório, o aumento do gasto calórico e da liberação de endorfina, a redução de gordura corporal, o ganho de força, a prevenção de doenças e o aumento do condicionamento físico e da disposição. Os colaboradores também tiveram um momento de relaxamento em sessões de quick massage.
E para encerrar a campanha, o urologista Tadeu Tamanini, Professor do Departamento de Medicina da UFSCar na área de cirurgia e do Hospital Universitário da UFSCar, ministrou a palestra “Novembro Azul:¿ Prevenção ao Câncer de Próstata e Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem”, que contou com a participação de homens e mulheres.
Durante o encontro, Tamanini destacou a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata que, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é o segundo tipo mais incidente entre os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. E o segundo mais letal na população masculina, somente atrás do câncer de pulmão.
Mas, segundo o médico urologista, o Novembro Azul precisa abordar outros aspectos além da prevenção do câncer. “A saúde do homem tem que ser pensada desde a adolescência, para não falar da infância, e eu trouxe dados para despertar o interesse em se cuidar como um todo” – afirmou.
O professor também ressaltou a importância da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, aprovada em dezembro de 2021, para ampliar o acesso da população masculina aos serviços de saúde e promover a mudança de paradigmas dos homens em relação aos cuidados com a própria saúde, de suas famílias e comunidades em que estão inseridos.
Para finalizar, o médico convocou os participantes a serem deflagradores do conhecimento adquirido na palestra. “O que eu gostaria é que as pessoas se transformassem em células multiplicadoras desse conteúdo, e de célula em célula, a gente consiga atingir a população, que está muito carente e precisando dessas informações”.
Um desses multiplicadores será Pablo França, assistente administrativo do Setor de Projetos. “Eu acho importante levar o que aprendemos para outras rodas de conversa, para outros espaços. O que eu levo comigo dessa palestra é falar com minha família, meus amigos, com pessoas que não tiveram acesso a essa informação”.
Foto: Alanna Gallo